sábado, 2 de junho de 2007

Faças o que quiseres, mas depois agüenta, porra!

Esqueça essa resposta, é absolutamente contraposta ao comentário que vós micê faz sobre: "deixe as coisas nas entrelinhas," acho que vossa mercê teve um momento de mais pura sinceridade para consigo, para com ele, e para com a torcida do flamengo...
Também acho farçante esse papo de sexo, amizade e amor, da sua parte, apenas.
Me parece que vossa mercê procura o erro, e ao não achar inventa, não o vi lhe chamando de puta, somente quando vossa mercê se coloca dessa forma, no diálogo ( que ainda não enviou espero eu) .
Acredito que a proposta dele é clara, e vossa mercê a desvirtua, acharca, quando é a situação que a tempos deseja, não por ele... .pois bem.
Respeitou piedosamente os sentimentos de um colorista pão -com -ovo, burro, brega,cristão e não dá credibilidade ao Suplicy?
Porque?
Tem medo das proporções que esse seu nada, pode vir a tomar?
Creio que trata-se de uma nova proposta, de um metiê no qual nunca esteve inserida, isso te assusta, porque não existe:

  1. endereço fixo,
  2. insensibilidade inerente do virtualismo,
  3. noites de RPG,
  4. brigas por beber demais,
  5. eminência de toco por ser legal demais ou de menos,
  6. mau-humor matinal,
  7. pouco ou nenhum senso artístico,
  8. sexo descompromissado apesar das aparências.


Há um rapaz que encherga a deselegância factual de tua atitude impulsiva, aceita a proposta (apesar de não entender bem) nas entrelinhas, e esbabacado limita-se a tomar uma cerveja no bar da esquina com outra prodiga expectadora, onde poderia pelo menos falar dos infortúnios da vida; mais limita-se em repassar os fatos verbalmente e os colocar de forma a respeitar a escolha no momento em que a nova ordem das coisas, não dependeria mais dele.
Quando li esse desterroso relato, me senti como assistindo um Allegro tocado em ritmo de marcha fúnebre, absolutamente patético, simplesmente pela forma, não por ser Allegro ou fúnebre em sí.
Não existe consistência em nenhum fonema das palavras que me excitaste a pôr os olhos, não passa veracidade alguma, alcança o limbo e lá se desfaz.
Não se meta na moda dos" é cafejeste que elas gostam mais" - nessa estória as mocinhas já sabem que precisam acreditar nas mudanças, mas se foderão no final, faz parte acreditar; apenas acreditar.
Muita demagogia musical e pouquíssima prática, o que tem-se a ganhar são:

9. noites ou dias mais agradáveis - essa moda de aderência instantânea dos tempos modernos tornou-se por demais banal, metálica e gélida.
Ganhará também:

10. mais tempo nesse fedentina velhaca, fedendo a naftalina e remédios cicatrizantes em efusão feito de dicas populares,

11. total rabugência,

12. ditadura do alcóol para esterelizar,

13. lustrar blindex pós-banho,

14. não usar cebola nas comidas feitas da conciência de ter participação no bem estar geral;

Seguirá atolando entre cobertas para solteiros e supérfulos em demasia, ganhará mais varizes nas pernas, manchas na pele e ressecamento labial, além dos roupantes de fissuras noturnas pelo submundo, bebidas baratas, e mais bocas desdenhadas depois.
Só as coisas elementares das relações te encantam agora? Como esfregar uma mocréia sem graça, na sua cara, assim que vós micê se propõem a apostar de forma entusiasta em algum sentimento tátil? Bem comédia da vida privada, hoje em dia; piadinha usada muitas vezes e que caíram em desuso.

Me parece que te encantam papos fortúitos que só são possíveis de acordo com o momento virtual, na conotação do agora; faça-me o favor, isso é um ciclo vicioso e esquizofrênico, obsessivo e compulsivo, não abuse das inclinações para tal enfermidade, possuis traços genéticos!

Essa velha personagem, que não se relaciona, trepa sem amor ou por amor próprio, escolhe os machos como aranhas armadeiras, já era!.Torna-se cada vez mais fancha, recalcada e puta.

Voto na Capitu!

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Caraca! Não somos mulheres "pra namorar", quem dirá "pra casar"

Porque mulher “pra namorar”... :

- Não fica, três dias sem tomar banho usando a mesma a roupa, assistindo de madrugada a reprise de Rock e Gol de Segunda-Feira, jogadona no sofá, peidando em baixo das cobertas.
- Não sai do bar às sete horas da matina, no melhor estilo balão – indo aonde o vento levar – abraçada às amigas, cantando Druken Sailors.
- Não acorda pintada de batom, com cabelo em pé, pé imundo, no meio de uma casa tão imunda quanto, após a última bebedeira e abre uma cerveja, pra pensar melhor.
- Não coça a bunda quando acorda.
- Não tem conta nos mais bem freqüentados pés-sujos, botecos e afins.
- Não é levada até o ponto de ônibus pelo caridoso garçom do bar em que estava enchendo a cara.
- Não é levada pra casa de carro pelo dono do bar.
- Não ganha caixa de cerveja após vencer aposta feita com o dono do bar.
- Não ganha torresmo, nem chiclete, nem salaminho no bar.
- Não joga sinuca, purrinha e buraco. Ou, se joga, não ganha.
- Não dá balão no ônibus.
- Não tem um monte de estórias infames pra contar.
- Não larga a casa bagunçada do jeito que está e senta pra beber vinho com as amigas.
- Não abre a garrafa de vinho com uma faca e depois joga fora garrafa, faca e tudo o mais, porque não conseguiu soltar a faca da rolha.
- Não entra todo dia de manhã na sala errada na faculdade.
- Não entra no carro do Cláudio Zóli e fala pra ele pôr qualquer cd, menos Cláudio Zóli.
- Não vende na rua as caixas de bombom que acabou de ganhar da avó, pra beber, e pensa: Já que ela não me deu dinheiro, o jeito é se virar...
- Não é chamada carinhosamente de Kamikaze pelo pessoal do movimento.
- Não derruba a tina e inunda a casa da amiga. Amiga esta, que, logo após o episódio, passa a mão em um garrafão de cinco litros de vinho e se auto expulsa da própria casa.
- Não vai de pijama ao posto de gasolina comprar cigarros, só porque acordou no meio da noite com vontade de fumar.
- Não quebra o aparelho auditivo de um surdinho, dando um telefone nele.
- Não quebra o dente dos outros no bebedouro, dando um belíssimo pescotapa.
- Não queima o decodificador da TVA da vizinha tentando fazer uma gambiarra.
- Não vai até a casa de câmbio trocar o único dinheiro que possui – uma nota de dois dólares, lembrança de uma tia – para poder comprar cigarros.
- Não fica três anos sem documentos e mesmo assim consegue se matricular em faculdade, votar, se inscrever em concurso público, comprar passagem aérea e trabalhar com carteira assinada.
- Não se joga do palco.
- Não esvazia o cinzeiro na janela.
- Não muda de idéia tão rápido.
- Não vomita na janela para não acordar a mãe, ao chegar trêbada em casa.
- Não dorme na escada do prédio para não acordar o pai, pelo mesmo motivo acima.
- Não pergunta pra mãe, durante o café da manhã, se chegou muito bêbada na noite anterior.
- Não cai de bêbada no Natal, na festa de quinze anos de uma amiga...
- Não cai de bêbada com tanta freqüência. Hehehe
- Não bebe Dreher com um cara que acabou de conhecer, às oito da manhã.
- Não bebe Dreher porque acabou de ler um excelente livro.
- Não têm amigos que ligam de madrugada para convidá-la para beber.
- Não têm amigos que oferecem cerveja após ela sair do coma etílico.
- Não volta pra casa sem peças íntimas.
- Volta pra casa e não fica desaparecida por quatro dias.
- Não faz tantas surpresas (boas ou ruins) como nós.
- Não é tão simpática, carismática e cara-de-pau como nós.
- Não deixa tanta saudade quando vai embora.

quarta-feira, 30 de maio de 2007

Lançamento da campanha: Ô Erva-Doce, cadê você?

Amantíssima Erva...

Claro que respeito o silêncio temporal e necessário, para que possas fotossintetizar suas palavras a ponto de florecê-las.
Claro que sei que dias cinzas podem bem dar continuidade aos fótons necessários para polenizá-la...ou polemizá-la?
Mas não há como ser Daninha sem ser doce,
nem daninha ou doce, sem alastrar como erva!
Por isso... ô erva doce, cade vósmicê?

terça-feira, 29 de maio de 2007

Não corrompa seus orifícios com relações artificiais
Ou sublinhares.
Que não fazem sentido ou já se foram.
Não corrompa seus orifícios com noites alcoólatras,
Em bares sujos e banheiros alheios.
Não corrompa seus orifícios com conversas fiadas,
Favas contadas ou conto de puteiro.
Não corrompa seus orifícios com dedos demais,
Dedos de menos, ou dedo do meio.
Não corrompa seus orifícios com amores de plástico,
Amores banais ou amor sorrateiro.
Não corrompa seus orifícios com visões do passado,
Visões permanentes ou visão de cueiro.
Não corrompa seus orifícios com gosto de fel
Gosto de travesseiro ou gosto melado.
Não corrompa suas razões, pra te convencer, de suas verdades.
Faça translado.
Não corrompa suas relações artificiais, com as suas sublinhares, que não fazem sentido e já se foram, são orifícios.
Não corrompa suas noites alcoólatras, porque orifício são; em banheiros de bares sujos
Não corrompa favas contadas, conversas fiadas em orifícios como puteiros.
Não corrompa seus dedos demais, de menos, preferindo dedos do meio em orifícios alheios.
Com amores plásticos, não corrompa os banais e nem metade do mesmo.
E as visões do passado, que são permanentes, corrompa-as como cueiros
Com gosto de fel, corrompa os melados travesseiros.
Para te convencer, translade sua corrupção e suas razões de verdade.
Não corrompa seus orifícios.
Não corrompa os seus.
Não corrompa.

Banalização da Sanidade

Nesse mundo de cães perdidos, de horas marcadas, paranóias versânicas,
Loucura pela pobreza, pela pureza, pela indignação.
Loucura genética, visual. Conceitual, promíscua
Loucura rameira, induzida, moralizada.
O que eu não me conformo mesmo é essa banalização da sanidade!
Jogaram a sanidade no sanitário e deram descarga.
Não é mais belo ser são, a loucura agora é módica, não traz prejuízo, mas continua desumana. Já se tem receitas vendidas sob suspeita, para que todos se sintam inseridos, metódicos e loucos.
Doravante, como em todo o seguimento histórico, existe o lado rebelde e absolutamente alternativo dos fatos, a loucura não poderia ficar de fora.
A loucura sem receita, largamente vendida, no mercado alheio, para não perder a visão marginal típica, não da loucura desta vez, mas do fato de ser alternativo.
Sabia-se que em toda organização social, estava inserido um louco , entre os intelectuais, os bandidos, os professores, os desempregados, os cientistas, os desdentados,acidentados, analfabetos, cristãos, enfim, não se sabe mais.
E até mesmo ai, já havia a segregação:
Louco professor é só paixão,
Louco acidentado é estresse, seqüela;
Louco cristão é excesso de fé;
Louco desdentado é pena, medo,asco e vergonha;
Louco cientista é genialidade, excentricidade;
Louco desempregado é injustiça social;
Bandido doido é maldade, sarcasmo...
E a loucura tem nível social!
Se puderem pagar e não questionar, Rivotril, Aldol e cama acolchoada para descansar.
Se não puder e forem ignorados é papelão, ondas elétricas e trajes esfarrapados;
Se sentir-se aceito e a família for boa, é artista, visionário, entusiasta;
Se tem imaginação e família conformada; cineasta, poeta, médico ou arquiteto;
Se for classe média alta, um carro na mão, e grana pro delegado resolve o problema.
Se rico, é apenas alguém muito alegre, basta um analista caro, cartão de crédito, viagens ao exterior e um curso de história da arte.
O adolescente dos últimos tempos então? Produz loucura glandular.
Se não foi grunge, foi punk;
Se não foi play boy, foi techno boy, Hi-tech
Se é deprimido, é Emo.
Se não for patricinha, é rasta
A essa chama-se de loucura da idade, e pra ela basta a indiferença dos pais, preocupação das mães, psicólogos recém-formados e um ansiolítico qualquer. Nem mesmo o trabalho dignifica mais o homem, hoje em dia é a loucura.
No meio de tudo isso jaz a sanidade, totalmente convertida em síndrome do pânico, medo da violência, organizações não governamentais, queda do dólar e avidez financeira. Sanidade está fora de moda, não é mais discutida e pouco faz parte da atual realidade.
É sem graça. Sem pé nem cabeça e não dá mais dinheiro.
É exclusão social, hoje se tem musica só para os loucos, loucas meninas de trajes impróprios na vida do crime, Loucos senadores da república recitando poesias marginais,
Loucos cientistas escondendo clones da sociedade. Louco Papa excomungando a camisinha.
Não é mais espaço pra sanidade, estou sem graça, sem crédito enfim; sã!