Não há nada de simples ser cético. Pois sempre existirá inclinações a crença alheia.
Ser cético demanda posturas legitimamente fundamentalistas!
De nada me serve o niilismo se o que se sente faz-se sagrado, secreto e segregado.
De onde perde-se de si quando nada fora seu?
Construi fundas fendas em chão areola vagabunda, e a cada dia procuro achar, mas sem reconhecer
Que hora do dia bater no peito e dizer: Fui eu?
Posso justificar,
crise dos 25, 15, 50, 75....
Ser humano, ser justificativas.
Os bons nisso são os que lidam bem em ser hipócritas.
Registrar por exemplo, pura invenção do diabo!
Se não registrássemos , deixar gravado não seria possível.
E possivelmente permaneceríamos imersos em expectativas rarefeitas
Diabo, esse dorme ao lado de Deus.
A molécula que gera a ênfase sedutora de Deus,
é o diabo ora bolas!
O diabo inspirou neuroses, neurociência, e a divindade do entendimento.
Do mais simples ao complicado.
Do mais complexos e inebriantes recados,
estava um a direita e um a esquerda.
Dois diabos.
Um eram as palavras, o outro era eu!
domingo, 1 de junho de 2008
quinta-feira, 15 de maio de 2008
Tirando o meu da reta 2 !
Hoje faz um mês que ninguém aparece por aqui! Quando entrei até ouvi o som dos grilos, entediados com a pasmaceira: cri cri cri! Até os nossos amigos da tv de LCD nos abandonaram! Coisa horrível...O que será isso? Falta de tempo das Ervas? Falta de iluminamentos? Falta de consideração? Não sei....
E o Dr Saccharomyces que prometeu um estudo super interessante há um tempão e até agora nada! Assim fica difícil...
Eu também não tenho nada para dizer, por isso digo!
E resolvi aparecer também porque andei recebendo reclamações! É queridas, reclamações!! Dos nossos não-leitores! Me pararam na rua, me descobriram em vários lugares e estão reenvindicando a nossa volta, senão vão parar a cidade com um mega panelaço, paralisação de suas atividades profissionais, greve, piquete e tudo mais!! Podem acreditar! É por isso que vim avisa-las que estamos colocando em risco a nossa sociedade! Imagina o caos! E vocês não gostam do caos, não é?
Então decidi dar as caras e falar esse monte de abobrinha para acalma-los por um tempo e tentar fazer com que eles me deixem em paz em pouquinho! Agora é a vez de vocês! Então vamos lá, arregacem as mangas, acendam um cigarro e se necessário for, abram uma garrafa! De preferência com abridor certo!
E o Dr Saccharomyces que prometeu um estudo super interessante há um tempão e até agora nada! Assim fica difícil...
Eu também não tenho nada para dizer, por isso digo!
E resolvi aparecer também porque andei recebendo reclamações! É queridas, reclamações!! Dos nossos não-leitores! Me pararam na rua, me descobriram em vários lugares e estão reenvindicando a nossa volta, senão vão parar a cidade com um mega panelaço, paralisação de suas atividades profissionais, greve, piquete e tudo mais!! Podem acreditar! É por isso que vim avisa-las que estamos colocando em risco a nossa sociedade! Imagina o caos! E vocês não gostam do caos, não é?
Então decidi dar as caras e falar esse monte de abobrinha para acalma-los por um tempo e tentar fazer com que eles me deixem em paz em pouquinho! Agora é a vez de vocês! Então vamos lá, arregacem as mangas, acendam um cigarro e se necessário for, abram uma garrafa! De preferência com abridor certo!
segunda-feira, 7 de abril de 2008
Tirando o meu da reta!
Bom, já que ninguém aparece por aqui há quase um mês eu resolvi dar o ar da graça! A fim de não deixar nossos não leitores se sentindo abandonados e quase órfãos. Mesmo não tendo nada para dizer para vocês. Imagina o trabalho que não vão dar para os seus analistas se alguém não aparecer por aqui de vez em quando!
Podem até achar que é algum tipo de represália ao Dr. Saccharomyces, já que desde que resolveu aceitar o convite do el Comandante para assumir seu cargo não deu mais as caras por aqui nos deixando à Deus dará!! Imagina que se ficaríamos indignadas, revoltadas, imensamente irritadas, completamente enlouquecidas ( já que o prazo das receitas médicas expirou!), grande injustiça achar isso!
Afinal quem se importa com algumas pequenas coisas do nosso cotidiano surreal, como pessoas que tacam crianças pelas janelas ( quem tem irmão mais novo e nunca pensou nisso que atire a primeira criança, digo, pedra!), ou crianças que matam adultos fortes e saudáveis com 20 tiros ( quem tem irmão mais velho...), ou quem sabe ainda ex-namorados psicóticos que tentam matar aquelas que um dia disseram amar (bom, aí já é outra história...)!!
Quem se importa com essas coisas hoje em dia?
Eu é que não.
Podem até achar que é algum tipo de represália ao Dr. Saccharomyces, já que desde que resolveu aceitar o convite do el Comandante para assumir seu cargo não deu mais as caras por aqui nos deixando à Deus dará!! Imagina que se ficaríamos indignadas, revoltadas, imensamente irritadas, completamente enlouquecidas ( já que o prazo das receitas médicas expirou!), grande injustiça achar isso!
Afinal quem se importa com algumas pequenas coisas do nosso cotidiano surreal, como pessoas que tacam crianças pelas janelas ( quem tem irmão mais novo e nunca pensou nisso que atire a primeira criança, digo, pedra!), ou crianças que matam adultos fortes e saudáveis com 20 tiros ( quem tem irmão mais velho...), ou quem sabe ainda ex-namorados psicóticos que tentam matar aquelas que um dia disseram amar (bom, aí já é outra história...)!!
Quem se importa com essas coisas hoje em dia?
Eu é que não.
sexta-feira, 14 de março de 2008
Homônimos Homófonos
Disparem bombardeios adrenérgicos,
contração num baque seco, farsante.
Olhos microscópicos capturam,
potencial de fuga e ação.
Motoneurônios em geração
anabólicas ou exergônicas, tanto faz.
Estável por ressonância ou oscilando?
Quebra tudo, associando armazenamentos.
Energia química,
sem padrões de nomenclatura, que em síntese, culmina reações salivares.
Primeira instância.
complexas e alimentares.
Ligações estruturais destruídas,
descendo de maior absorção.
Possivelmente transportando especificidades,
doces sufixos de moléculas transportadas,
difunções suculentas para sentir-se leve.
Tendências as cenas ridículas,
intimidades que destroem as relações,
mutualidade excitatória entre os sexos,
extra-locações de gradientes.
contração num baque seco, farsante.
Olhos microscópicos capturam,
potencial de fuga e ação.
Motoneurônios em geração
anabólicas ou exergônicas, tanto faz.
Estável por ressonância ou oscilando?
Quebra tudo, associando armazenamentos.
Energia química,
sem padrões de nomenclatura, que em síntese, culmina reações salivares.
Primeira instância.
complexas e alimentares.
Ligações estruturais destruídas,
descendo de maior absorção.
Possivelmente transportando especificidades,
doces sufixos de moléculas transportadas,
difunções suculentas para sentir-se leve.
Tendências as cenas ridículas,
intimidades que destroem as relações,
mutualidade excitatória entre os sexos,
extra-locações de gradientes.
quinta-feira, 6 de março de 2008
Nota Mortuária
A morte pode virar um espetáculo, quando se almeja o papel principal, assim que ela sai de cena para quem tem inclinações para exerce-la, a viuvez. Seu luto traz o mistério e o respeito sensual das notáveis damas antigas, do guardar-se feminino, respeitoso e repletos de curvas na imaginação dos homens. Fazia das mulheres resolutas, sem empunhar uma espada, as transformavam em galeigas guerreiras, de lágrimas duras, ou sensíveis damas, que em cada tempo amortizado necessitaria de sua corte,
para aparar sua dor maior
justificada por seu convívio maior
por sua apatia maior,
Mesmo que ninguém lembrasse dos feitos, da beleza, da luz ou do gosto e dos momentos especiais e pessoais, do antes vivo, agora morto.
Aquele amigo, boa gente, que até da viuva já se desfizera antes da fatalidade, já não tinha lá os mesmos caminhos; embora fosse em tragetória, terno, apaixonado e apaixonante, por sua antiga senhora. Foi um choque pra todos.
Mas a viuva ora veja, não larga de seu pé, exige amigos fardados, anos a fio, para celebra-la em sua lutuosa data, não mais do morto;
Dela!
Que faz tanta questão de apagar a alegria do finado amigo, que até se inimigo fosse, não gostaria certamente de tanta repreensão para com seus amigos. Se não foi ele mais fanfarrão como aos amigos que fez questão de ter, foi porque não pode sê-lo, foi porque enquanto deveria compartilhar conosco precisava ganhar o pão.E porque foi capaz de perdoar o imperdoável.
Desde de Nelson Rodrigues, as mais interessantes figuras não estavam nas cenas de crime, nos episódios de inacreditáveis fatos comportamentais, mas na louca obsessão, motivadas pelo amor, pela dor, pela feia, pela beleza, por todo excesso e essencialmente por sentimentos como velhos medo de pôr a cara pra fora.
para aparar sua dor maior
justificada por seu convívio maior
por sua apatia maior,
Mesmo que ninguém lembrasse dos feitos, da beleza, da luz ou do gosto e dos momentos especiais e pessoais, do antes vivo, agora morto.
Aquele amigo, boa gente, que até da viuva já se desfizera antes da fatalidade, já não tinha lá os mesmos caminhos; embora fosse em tragetória, terno, apaixonado e apaixonante, por sua antiga senhora. Foi um choque pra todos.
Mas a viuva ora veja, não larga de seu pé, exige amigos fardados, anos a fio, para celebra-la em sua lutuosa data, não mais do morto;
Dela!
Que faz tanta questão de apagar a alegria do finado amigo, que até se inimigo fosse, não gostaria certamente de tanta repreensão para com seus amigos. Se não foi ele mais fanfarrão como aos amigos que fez questão de ter, foi porque não pode sê-lo, foi porque enquanto deveria compartilhar conosco precisava ganhar o pão.E porque foi capaz de perdoar o imperdoável.
Desde de Nelson Rodrigues, as mais interessantes figuras não estavam nas cenas de crime, nos episódios de inacreditáveis fatos comportamentais, mas na louca obsessão, motivadas pelo amor, pela dor, pela feia, pela beleza, por todo excesso e essencialmente por sentimentos como velhos medo de pôr a cara pra fora.
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