quinta-feira, 28 de junho de 2007

Poderia estar tatooado nos meus poros,

dentro daquelas noites rebeldes, onde eu podia te sentir respirar

enrolado no meu corpo.

Poderia ter vencido o tempo

o espaço que nos separava, e ter me feito menina no teu colo

Como me fez mulher em suas palavras.

Poderia ter me buscado na escola, me ensinado a dançar

me ensinado a beber, e o que fazer quando mestruar.

Poderia ter me ensinado a amar

misturado nossa cor,

sem ter que me machucar.

Poderia ter sido bom

passar a gistar da escuridão

e das lagrimas de Nina...

Mais foi em vão

Perdemos e ritmo e a rima.

O tempo passou,

e a saudade não termina.


Obrigado por ter nos abandonado!

"Sentir em nós ,
Sentir em nós
Uma razão
Para não ficarmos sós
E nesse abraço forte
Sentir o mar,
Na nossa voz,
Chorar como
quem sonha
Sempre navegar
Nas velas rubras deste amor
Ao longe a
barca louca perde o norte.

No teu olhar
Um espelho de água
A vida a navegar
Por entre o sonho e a mágoa
Sem um adeus sequer.
E mansamente,
Talvez no mar,
Eu feita espuma encontre o sol do teu olhar,
Vaga aonde leve, meu amor
Ao longe a barca nua a todo o pano."

Tentei de tudo pra que não fosse proisaco
mas talvez me fascine
teu modo sintetico de ser bárbaro.
Teu medo me excita os poros...
E fato de ser tão perdido,
tão falsamente seguro,
Há isso me fascina!
Me és tão cru. tão obvio...
que um dia temo me ser
apenas suscinto.

Obrigada por me deixar sempre
me alimentar de seu medo
me dá a insegurança de sua certeza
e a sua certeza insegura!
Obrigada por me fazer vacilar
me fazer escrever em nome de meus pentelhos
de fazer duvidar toda a minha inspirção,
confirmar minhas paixões definitivas,
e dentre delas saber que não é voce.
Obrigada por se encaixar perfeitamente no meu corpo.
compartilhar das ideias relevantes, e me inspirar indignação...
Tens tanta dúvida aos 32...
Que aos 24,
sinto plena a redenção!

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Nunca vi tanta vida quanto agora a pouco, em uma samambaia
Lá estava ela furtiva, em pé...
Resistente a qualquer injustiça a que tenha sido exposta.
Mesmo sem água há vários dias ela sibilava beleza.
Parecia estar a salvo de emoções avassaladoras como a condição de si própria.
Parece racionalizar como qualquer um de nós,
Libertava emoções como se elas jamais se perdessem.
São suscetíveis a energias. Mas não morrem sem que possam renascer quando semeadas.
Prende-se a terra enquanto essa puder nutri-la,
Infértil solo a faz desfalecer, mas não a mata..
Não disfarça os próprios sentimentos, ao contrário, mostra-os em suas folhas...
Não se acovarda.
Mais que bela cor a das samambaias,
E vejam bem, são trepadeiras,
e só precisam da água da chuva.

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Dias Transex

A ditadura das emoções lança nova moda!
Nada é mais de mais-valia do que exercer a liberdade prisional do sexo.
Não importa em que estatura encontra-se sua auto-baixa estima.
Existem em dias como hoje, estudiosos para dizer a despeito dessa questão o que há para ser dito, e buscam de fonte segura seus conceitos e aplicações;
do fundo da buceta de cada uma de nós.
Relaxem, meninas;
saibam contar os minutos do dia,
ponham em prática nosso terrível exercicio de ser mulherzinha, cubram-o de fetiches,
Pois assim eles farão questão de dizer que há sentimento quando intopem o depósito de filhos mortos e plastificados.
A felicidade do esfregaço que a pele deseja?
Guardem no fundo de seus úteros socados; para que eles ( os úteros) deixem de imaginar, que o cara ai do teu lado saberá que não é preciso de amor, quando se tem pesadêlos,
bastaria um abraço para que seu cuidado em não acorda-lo tivesse valido a pena.
Mas o sono profundo esporra em sua cara, e escarrece, que não adivinharia que bracos sonolentos em torno de sí, viriam a ser necessário, depois de tanta euforia.
Que o vicio do encaixe vale a pena, mesmo que não te encare, que olhe apenas para baixo,
talvez suas palavras sejam mais que necessárias para que se compreenda que são iguais como par e ímpar.
Detrás dos olhos, filtrados pela luz, fica embaçado o sorriso agradecido e terno, pelo carinho obrigatório que o contado velado tráz;
a perseverança por fundir-se depressa para que venha a recompensa.
Há tambem o respeito silencioso pelo direito ao não-me-toque, e o olhar desdenhoso que ignora as lágrimas, por horas, fio a fio, até que volte a compulsão por palma na palma, plano no plano,
lingua no céu, furia no glosso, avidez no suspiro e compreessão no segundo ato.
E lá na periferia da ignorância, onde se pode a toda hora ser rainha, esconder e perspicácia que o mundo ensina, mora o amor de altares, onde já se não ajoelha, nem zela.
Volte-se para dentro de seus grandes lábios e não deixe que ele torne-se moderno a ponto,
de abrir mãos do poder de pertencer-se,
aperte bem as coxas, assim teu volúvel útero não construirá o muro que separa as mulheres que se traem, das que fingem não se trair.
Foda-se, eu ganhei um esqueiro!

União de discursos insuportáveis

Estais a praticar as inverdades com teu público,
Na sedução de tua fidelidade cênica, nunca foste de outra maneira.
Atuando conforme tuas pretensões, tens teu próprio julgo.
Conclui em si a despeito de toda a filosofia da verdade.
Não passa de mera e empáfia cristã.
Crê o entendimento de toda dor, de toda cor,
Mas não pode as transfigurar em palavras.
Não compreendeste o que podê ouvir que do inferno jamais sairia, pois a ele já pertence.
Não aceito mas teu calvário sem fé,tuas injustiças, pois não se põe de pé,
E dela só se utiliza para coroar-te mártir.
Mártires crêem de forma divina, tu não crês em nada.
Esse não foi o mundo que lhe condenaste, mas a sua incompreensão para com ele.
Dele não pode sair, porque te atolas,
Sem ele não saberia viver porque o amas,
Ele a faz diferente, te aproxima falsamente dos seus, mas nunca intimamente.
Não posso mais com teus uivos para notar-te presente.
Não posso mais ausente estar e me sentir tão feliz.
Não posso deixar de ver-te ao longe, indo, e ter a alma mais leve.
Longe dos jugos de sua misericórdia,
De tua tola sapiência.
Seus falsos perdões, que distribuíste a esmo, e cobraste.
Escravizam, pois com hábeis mãos cobras cada vintém de teu recalque.
Tornaste para mim, um Deus.
Tirano, cruel, dionisíaca, possuidora de tua própria insalubridade.